29.4.08
Agarra-me!
Estou a ir.. Agarra-me! Não sei quanto mais tempo estarei "presa" a ti se não me "prenderes". Eu estou porque quero, mas tenho que sentir que tu também queres. Dizes que queres. Words are not enough! Vou ficar mais tempo - por mais tempo e três dias - porque te amo, porque gosto de ti, gosto de estar contigo, sinto-me tão bem contigo nos braços. Mas por mais quanto tempo "aguentarei"? Surpreende-me! Quero que me surpreendas.. Que tenhas um gesto romântico como aqueles que tu tanto gostas de receber! Abraça-me! Mas abraça-me espontâneamente, porque queres e não porque eu te abraço ou porque o meu olhar pede. Agarra-me! Não porque "é a tua vez de agarrar".. não é obrigatoriedade; é desejo, é vontade, é tesão, é paixão, é amor.. Ama-me! Não porque te amo ou porque dizes que me amas. Ama-me porque me queres amar. Chega do "eu também.."; quero um "eu" com iniciativa. Queria não ter que acabar com: "faz-me sentir amada e desejada".
28.4.08
26.4.08
(mu)dança
Era uma vez uma menina
Que queria dançar,
Fazê-lo enchia-a de vida
Insuflava-a de ar.
Um dia acharam-na sem pés
Viraram-lhe a vida ao contrário,
Ficou tão desesperada
Incapaz de mudar o cenário.
Muito tempo mudou
Sem que nada mudasse,
A vida sem alegria
Sentia-se num impasse.
Muito tempo passou
Até que um dia acordou,
E com outros olhos viu
Que a estrela sempre a olhou.
Vive, cheira, vê, ouve e saboreia
A vida, a vida cheia
Entrega-te a cada momento,
A cada pedaço,
A cada olhar,
A cada abraço.
Viu-se então a estudar
As profundezas do ser,
E na dança sem acaso
Confiou o seu viver.
Dança agora outra música
Qualquer uma que vier
Alegre, salta, rejubila
Não tem medo quer é viver.
Vive, cheira, vê, ouve e saboreia
A vida, a vida cheia
Entrega-te a cada momento,
A cada pedaço,
A cada olhar,
A cada abraço.
Vive, cheira, vê..
"O meu fado"
Que queria dançar,
Fazê-lo enchia-a de vida
Insuflava-a de ar.
Um dia acharam-na sem pés
Viraram-lhe a vida ao contrário,
Ficou tão desesperada
Incapaz de mudar o cenário.
Muito tempo mudou
Sem que nada mudasse,
A vida sem alegria
Sentia-se num impasse.
Muito tempo passou
Até que um dia acordou,
E com outros olhos viu
Que a estrela sempre a olhou.
Vive, cheira, vê, ouve e saboreia
A vida, a vida cheia
Entrega-te a cada momento,
A cada pedaço,
A cada olhar,
A cada abraço.
Viu-se então a estudar
As profundezas do ser,
E na dança sem acaso
Confiou o seu viver.
Dança agora outra música
Qualquer uma que vier
Alegre, salta, rejubila
Não tem medo quer é viver.
Vive, cheira, vê, ouve e saboreia
A vida, a vida cheia
Entrega-te a cada momento,
A cada pedaço,
A cada olhar,
A cada abraço.
Vive, cheira, vê..
"O meu fado"
25.2.08
aznavour ao vivo
um grande concerto. o homem vive cada música que canta e sente cada frase que diz. la boheme trouxe-me uma ou duas lágrimas aos olhos. ouvi todas as músicas a sentir o teu toque e o teu perfume.
aznavour. tu e eu. melhor é impossível.
adorei
aznavour. tu e eu. melhor é impossível.
adorei
18.2.08
les deux guitares
Deux tziganes, sans répit, grattent leurs guitares,
Ranimant du fond des nuits toute ma mémoire
Sans savoir que roule en moi un flot de détresse,
Font renaître sous leurs doigts ma folle jeunesse
[Tzigane?]
E khê raz, is cho razI
s chê mênaga mênaga raz
E khê raz, is cho raz
Is cho mênaga mênaga raz
Jouez tziganes, jouez pour moi avec {vos deux} flammes
Afin de couvrir la voix qui dit à mon âme:
Où as-tu mal? Pourquoi tu {m'as là / es malade}?
T'as mal à la tête mais,
Bois un peu moins aujourd'hui
Tu boiras plus demain
Et encore plus aprés demain
[Tzigane?]
E khê raz, is cho raz
Is chê mênaga mênaga raz
E khê raz, is cho raz
Is cho mênaga mênaga raz
Je veux rire, je veux chanter
Et sâouler ma peine
Pour oublier le passé qu'avec moi je traîne
Allez, apportez-moi du vin for
tCar le vin délivre
Oh, versez, versez m'en encore
Pour que je m'enivre
[Tzigane?]
E khê raz, is cho raz
Is chê mênaga mênaga raz
E khê raz, is cho raz
Is cho mênaga mênaga raz
Deux guitares en ma pensée jettent un trouble immense
M'expliquant la vanité de notre existence
Que vivons nous? Pourquoi vivons nous?
Quelle est la raison d'être?
Tu es vivant aujourd'hui, tu seras mort demain
Et encore plus aprés demain
La la la ekh
Enê is chê,is chê, is chê mênaga mênaga mênaga eh
Enê is chê raz, chê mênaga mênaga raz
Quand je serais ivre mort
Faible et lamentable
Et que vous verrez mon corps rouler sous la table, alors..
Alors vous pourrez cesser vos chants qui résonnent
Mais en attendant, jouez
Jouez j'ordonne
[Tzigane?]
E khê raz, is cho raz
Is chê mênaga mênaga raz
E khê raz, is cho raz
Is cho mênaga mênaga raz
--
Charles Aznavour
Ranimant du fond des nuits toute ma mémoire
Sans savoir que roule en moi un flot de détresse,
Font renaître sous leurs doigts ma folle jeunesse
[Tzigane?]
E khê raz, is cho razI
s chê mênaga mênaga raz
E khê raz, is cho raz
Is cho mênaga mênaga raz
Jouez tziganes, jouez pour moi avec {vos deux} flammes
Afin de couvrir la voix qui dit à mon âme:
Où as-tu mal? Pourquoi tu {m'as là / es malade}?
T'as mal à la tête mais,
Bois un peu moins aujourd'hui
Tu boiras plus demain
Et encore plus aprés demain
[Tzigane?]
E khê raz, is cho raz
Is chê mênaga mênaga raz
E khê raz, is cho raz
Is cho mênaga mênaga raz
Je veux rire, je veux chanter
Et sâouler ma peine
Pour oublier le passé qu'avec moi je traîne
Allez, apportez-moi du vin for
tCar le vin délivre
Oh, versez, versez m'en encore
Pour que je m'enivre
[Tzigane?]
E khê raz, is cho raz
Is chê mênaga mênaga raz
E khê raz, is cho raz
Is cho mênaga mênaga raz
Deux guitares en ma pensée jettent un trouble immense
M'expliquant la vanité de notre existence
Que vivons nous? Pourquoi vivons nous?
Quelle est la raison d'être?
Tu es vivant aujourd'hui, tu seras mort demain
Et encore plus aprés demain
La la la ekh
Enê is chê,is chê, is chê mênaga mênaga mênaga eh
Enê is chê raz, chê mênaga mênaga raz
Quand je serais ivre mort
Faible et lamentable
Et que vous verrez mon corps rouler sous la table, alors..
Alors vous pourrez cesser vos chants qui résonnent
Mais en attendant, jouez
Jouez j'ordonne
[Tzigane?]
E khê raz, is cho raz
Is chê mênaga mênaga raz
E khê raz, is cho raz
Is cho mênaga mênaga raz
--
Charles Aznavour
..
(lolol)
o cabrão do grilo so sabe ecoar o teu nome na minha cabeça!
por mais que seja "isto" por fora e que aja "desta" maneira, só o grilo sabe "aquilo".
sinto mesmo a tua falta..
o cabrão do grilo so sabe ecoar o teu nome na minha cabeça!
por mais que seja "isto" por fora e que aja "desta" maneira, só o grilo sabe "aquilo".
sinto mesmo a tua falta..
13.2.08
nascer-do-sol
Está tanto frio na rua que só me apetece ir enfiar-me numa cama quentinha!
Cheguei uma hora adiantada ao trabalho. São 7h30 e estou à porta do Museu da Electricidade onde a minha presença só é requerida às 8h15. Fazer tempo.. adorava ler um livro mas está tanto frio que não me atrevo a tirar as mãos de debaixo da minha manta. Decido seguir em frente e continuar a andar para não congelar.. já não sinto o nariz! Páro diante do Piazza di Maré e sento-me num daqueles banquinhos verdes que, ao passar de carro na estrada, pensamos: "um dia tenho que passar uma tarde a levar com o sol na cara a ver o rio ou a ler um livro ou até a partilhar esse banco com alguém".
Vou sentar-me a ver o rio e a ouvir as gaivotas.. há tantas! Vou ver o nascer-do-sol :)
Está tanto frio.. mas é tão bom ouvir as ondas, tão calmas.
Meu deus! A quantidade de pessoas que corre antes do sol nascer! Impressionante como nos podemos sentir tão vivos por levarmos com o vento na cara, sentir o frio (quase) ainda de noite e por ver aparecer o sol.
O melhor foi ter-me sentido bem por partilhar isto comigo.
Cheguei uma hora adiantada ao trabalho. São 7h30 e estou à porta do Museu da Electricidade onde a minha presença só é requerida às 8h15. Fazer tempo.. adorava ler um livro mas está tanto frio que não me atrevo a tirar as mãos de debaixo da minha manta. Decido seguir em frente e continuar a andar para não congelar.. já não sinto o nariz! Páro diante do Piazza di Maré e sento-me num daqueles banquinhos verdes que, ao passar de carro na estrada, pensamos: "um dia tenho que passar uma tarde a levar com o sol na cara a ver o rio ou a ler um livro ou até a partilhar esse banco com alguém".
Vou sentar-me a ver o rio e a ouvir as gaivotas.. há tantas! Vou ver o nascer-do-sol :)
Está tanto frio.. mas é tão bom ouvir as ondas, tão calmas.
Meu deus! A quantidade de pessoas que corre antes do sol nascer! Impressionante como nos podemos sentir tão vivos por levarmos com o vento na cara, sentir o frio (quase) ainda de noite e por ver aparecer o sol.
O melhor foi ter-me sentido bem por partilhar isto comigo.
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